sábado, 29 de janeiro de 2011

Mar Meu


Corro, salto, deslizo até ao mar. Grito-lhe, danço nos seus braços e confesso a todos os seus ouvidos o que realmente vivo.
Conto-lhe o meu mundo. Tal mundo onde tudo parece desconcertado, tal mundo onde os defeitos me prendem ao chão, tal mundo onde ergo as minhas muralhas de cartão.
Luto com o pouco que tenho e que se tem vindo a rarefazer. São muitos os sonhos e poucas as expectativas.
As vezes que água vai e volta, a quantidade de sedimentos que rouba e repõe, talvez sirvam para me fazer voltar a acreditar e para repor a coragem que me foi roubada.
Talvez tudo mude.