Corro, salto, deslizo até ao mar. Grito-lhe, danço nos seus braços e confesso a todos os seus ouvidos o que realmente vivo.
Conto-lhe o meu mundo. Tal mundo onde tudo parece desconcertado, tal mundo onde os defeitos me prendem ao chão, tal mundo onde ergo as minhas muralhas de cartão.
Luto com o pouco que tenho e que se tem vindo a rarefazer. São muitos os sonhos e poucas as expectativas. Conto-lhe o meu mundo. Tal mundo onde tudo parece desconcertado, tal mundo onde os defeitos me prendem ao chão, tal mundo onde ergo as minhas muralhas de cartão.
As vezes que água vai e volta, a quantidade de sedimentos que rouba e repõe, talvez sirvam para me fazer voltar a acreditar e para repor a coragem que me foi roubada.
Talvez tudo mude.
