sábado, 29 de janeiro de 2011

Infinidades



Neste infinito momento que me alcançou,
guardo a dúvida que me cerca,
guardo uma gota de água vinda do fundo,
guardo um sorriso voltado ao mundo,
guardo o sonho que ainda não chegou.

Guardo reflexos de incertezas perdidas,
guardo memórias agora distorcidas,
guardo a luta morta de persistência,
guardo expectativas adormecidas.

 Leio e releio palavras que vos declaro de incentivo,
que em mim de nada me servem.
Faço-o como se pendurasse espelhos no meu percurso e
lentamente vou lembrando o passado
onde já consegui vencer este medo e
que tive a melhor das recompensas,
 mas pergunto-me: Haverá uma segunda vez ?

Talvez (...)
Se eu quiser,
Se eu poder,
Se eu souber
que não me vou arrepender
e que vou voltar a vencer.

Sei que, quem eu quero, está aqui,
do meu lado,
a acreditar em mim,
a torcer por mim.


E confesso que é graças a vocês que eu ainda acredito que vou conseguir (bem lá no fundo)!