A eternidade não se atinge com facilidade.
Não chega uma promessa de um “para sempre”, não chega uma promessa de felicidade, não chega um papel, não chega um anel, não chega nada disto nem muitas outras inutilidades.
Eterno, não é aquilo que desejamos e não sentimos. Eterno, é tudo aquilo que pode durar
apenas uma fracção de segundo, mas que é sentido com tamanha intensidade, que se petrifica, e jamais alguma força será capaz de o roubar.
apenas uma fracção de segundo, mas que é sentido com tamanha intensidade, que se petrifica, e jamais alguma força será capaz de o roubar.
A eternidade, essa, partilho-a com anjos que me suportam e que me acolhem nas suas sombras. São revestidos de carne e osso e neles transparece o "sempre".
Entre nós, não existem palavras pensadas, frases feitas nem discursos preparados pormenorizadamente. Existe um conforto inenarrável de nos sentirmos seguros sem ser preciso pesar o que pensamos, nem medir o que dizemos.
Entre nós, não existem palavras pensadas, frases feitas nem discursos preparados pormenorizadamente. Existe um conforto inenarrável de nos sentirmos seguros sem ser preciso pesar o que pensamos, nem medir o que dizemos.
Partilhamos um sentimento forte onde somos a mesma alma com corpos distintos.
Esta simbiose, à qual chamamos amizade, duplica a nossa alegria e divide a nossa dor.
É algo que não procuramos nem sonhamos até porque a amizade não se deseja; ela exerce-se, é uma virtude que, infelizmente, não está no caminho de qualquer um.
Não reside em quem não procura a compreensão, a ajuda. Não reside em quem não procura adaptar-se nem redimir-se a determinados sentimentos. Não compreende um olhar, por isso, nunca compreenderá uma longa explicação. E isso basta para percebermos que não sente.
A amizade sente-se, não se diz.
A amizade sente-se, não se diz.